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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Interpretação de Electrocardiograma
Caracteristicas dos estados de Coma, Estado Vegetativo Persistente e Morte Encefálica
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- Coma
- Estado de inconsciência, prolongado, com redução anormal do metabolismo cerebral.
- Ausência de abertura ocular.
- São alterações do nível de consciência (GCS).
- Evolução do Nível de Consciência:
- Ativo, Alerta...
- Sonolento...
- Obnubilado...
- Torporoso...
- Coma Superficial...
- Coma Profundo... Morte Encefálica.
- Estado Vegetativo Persistente
- "coma vigíl" (em desuso).
- Estado de coma porém com abertura ocular, manutenção do ciclo vigília-sono...
- Ausência de percepção de si mesmo ou do mundo exterior.
- Perseguição ocular aos objetos... reflexos...
- Mastigação e deglutição...reflexos...
- Mutismo acinético: bradicinesia psicomotora.
- Manutenção de ritmo respiratório, PA e FC.
- Estado Vegetativo Persistente - Critérios
- Nenhuma evidência de percepção de si mesmo ou do ambiente; Pode haver abertura ocular espontânea ou reflexa; Ausência de fala compreensível ou vocalização de palavras
- Nenhuma comunicação entre o examinador e paciente; Estímulos não são seguidos visualmente (às vezes acompanhamento reflexo)... Ausência de resposta emocional ao estímulo verbal
- Podem sorrir, chorar ou franzir a testa imotivadamente; Presença de ciclo vigília-sono; Presença de reflexos do tronco (mastigação, PA, FC, FR, deglutição)
- Morte Cerebral
- Morte cerebral associada a morte do tronco encefálico.
- Única atividade espontânea é a cardiovascular.
- A hipercapnia persiste mesmo com níveis PaCO2 > 60mmHg.
- Reflexos medulares estão preservados.
- COMA - Critérios
- Nenhuma evidência de percepção de si mesmo ou do ambiente; GSC = 3 SEM afeito de drogas! NÃO há resposta aos estímulos acima do forame magno; Teste da Apnéia: ausência de resposta (10 minutos) resp PaCO2 > 60mmHg.
- Ausência dos reflexos: fotomotores diretos e consensuais, corneopalpebrais, oculocefálico, oculovestibular, tosse e deglutição.
- Temperatura corporal > 34°C. Pode haver reflexos osteotendinosos medulares. Confirmação: Angiografia, Angio-RM, Doppler, EEG, PEV de tronco encefálico.
- Doppler Transcraniano
- COMA vs. Morte Encefálica
- Diagnósticos Diferenciais
- Catatonia: depressão, esquizofrenia, psicose tóxica, rigidez, caretas atípicas, catalepsia.
- Histeria de Conversão: DNV.
- Locked-In: AVEi ou AVEh na ponte, mielinólise central pontina.
- Manutenção da consciência e MOE.
- Evidências no Estado Vegetativo Persistente Após RCP
- Tempo de anóxia determina o prognóstico(?): SIM.
- Causa da anóxia: cardiogênica, traumática, não-cardiogênica, tóxica...determina prognóstico(?): NÃO.
- Temperatura corporal >37°C: PIOR prognóstico.
- GCS baixo determina PIOR prognóstico.
- Status epilepticus mioclônico: PIOR prognóstico.
- EEG revelando supressão difusa, descargas convulsivas generalizadas: PIOR prognóstico.
- PEVSS: ausência de resposta bilateral N20 após estimulação do nervo mediano em 1-3 dias da RCP = PIOR prognóstico.
- Enolase neurônio específica > 33mcg/L após 1-3 dias da RCP = PIOR Prognóstico.
- Não há dados suficientes para avaliar: S100B e CKBB.
- Monitorização contínua da pressão intracraniana parece NÃO interferir no prognóstico.
- Neuroimagem: o momento ideal para a realização da neuroimagem é incerto. Sweeling é visto após 3 dias na TC; RM-DWI e RM-FLAIR possui limitações prognósticas.
- PET-FDG: (??) poucos estudos.
- Fixação ocular NÃO reflete melhora neurológica no estado vegetativo persistente não-traumático.
- Síndrome de Lance-Adams
- Mioclonias crônicas após hipóxia-anóxia cerebral.
- Há uma mioclonia de ação associada ou não a ataxia cerebelar.
- Mioclonia que apenas melhora durante o sono.
- Surgem dias, semanas ou meses após a RCP.
- Síndrome raríssima com descrição de apenas 122 casos no mundo (até 2007).
- Fisiopatologia ainda muito incerta:
- Perda da transmissão serotoninérgica nas olivas inferiores.
- Disfunção GABAérgica na supressão das vias verminianas e paraverminianas cerebelares, núcleos talâmicos ventrolaterais e neurônios motores da SRAA.
- Gatilho das mioclonias: Tálamo vs. Olivas Inferiores (?).
- Disfunção do SRAA (hiperativo ao PET) em ativar o Pré-Cúneo (hipoativo).
- Diagnóstico:
- EEG (padrão de ondas alfa de baixa amplitude, atividade difusa de ondas delta e variações de ondas theta) + PEVSS.
- RM: T1W, T2W, Espectroscopia, DWI e FLAIR.
- PET-FDG.
- Terapêutica: associação de fármacos.
- Clonazepam.
- Ácido Valpróico.
- Levetiracetam.
- Piracetam.
- Diazepam (?).
CONTROLE CORTICAL E DO TRONCO CEREBRAL DA FUNÇÃO MOTORA
- O controle motor cortical superior esta associado a uma complexa circuitaria neuronal que conta com os núcleos da base, tronco cerebral e cerebelo. São centros motores organizadores e moduladores do movimento.
- Para alguns tipos de movimento, o córtex possui algumas vias quase que independentes, diretas para os neurônios motores anteriores, promovendo movimentos finos, altamente específicos.
Via Corticoespinhal
- Trata-se de uma via dita piramidal.
- Surge no interior do giro pré-central (área motora – área de Broadman 4). Constituído pelo córtex motor primário, área motora suplementar (área de Broadman 6), córtex pré-motor (área de Broadman 8) e córtex de associação pré-frontal.
1. Córtex Motor Primário – trata-se da primeira circunvolução do lobo frontal a partir do sulco central (anterior ao sulco central). Mapeada por Penfield, é conhecida como Humúnculo Motor de Penfield.
2. Córtex Pré-Motor – Anterior às porções laterais do córtex motor primário. Faz contato direto com a área motora suplementar. Responsável por movimentos específicos como posicionamento de ombros e braços.
3. Área Motora Suplementar – necessitam de estímulos mais intensos para serem ativadas. São responsáveis por movimentos do tipo preensão bilateral das mãos, rotação das olhos, das mãos, do tronco, movimentos posturais.
Áreas Especializadas no Controle Motor
- Área de Broca: área de Broadman 44 – situada na porção triangular e opercular do giro frontal inferior. Responsável pela articulação da musculatura da fala. Quando lesionada causa incoerências ao pronunciar as palavras.
- Área de Movimentos Oculares: controla os movimentos das pálpebras e dos olhos. Responsável pelo piscar.
- Área de Rotação da Cabeça: responsável pelo direcionamento da cabeça.
- Área para Habilidades Manuais: quando lesionadas causam situações que denominamos apraxias.
Transmissão de Sinais – Córtex para Músculos –
- Via principal de transmissão motora é a via corticoespinhal (via piramidal):
- 30% das fibras dessa via originam-se no córtex motor primário;
- 30% das fibras dessa via originam-se do córtex pré-motor e área motora suplementar;
- 40% das fibras dessa via originam-se das áreas sensoriais somáticas.
- Vias Neuronais do Feixe Corticoespinhal: originam-se no córtex, penetram a cápsula interna indo às pirâmides bulbares onde decussam formando a via corticoespinhal lateral descendo aos interneurônios medulares. Algumas fibras não decussam nas pirâmides bulbares formando a via corticoespinhal anterior (possivelmente formada predominantemente por neurônios originados na área motora suplementar).

Obs. As células gigantes de Betz são encontradas no córtex motor primário com velocidade de transmissão de 70 metros/segundo (são as fibras mais velozes de todo o sistema nervoso).
- Na trajetória da via corticoespinhal há interferência de sinapses originadas no tronco cerebral, nos núcleos da base (paleoestriado), da insula, do cerebelo e do próprio tálamo.
- O controle motor se deve as fibras que chegam ao córtex sensorial somático (área de Broadman 3,1,2), do olho e audição. O córtex motor também recebe fibras dos núcleos da base, fibras subcorticais ipsilaterais e contralaterais, fibras talâmicas e cerebelares
Vias Alternativas para Transmissão Motora
- Além da via corticoespinhal o sistema nervoso dispõem de algumas vias “alternativas” na transmissão eferente.
- Via Corticorrubro: a porção magnocelular do núcleo rubro (mesencéfalo) possui uma representação somatográfica de toda a musculatura, porém com menor precisão comparada ao humúnculo sensorial e motor de Pendield. Esta via funciona como uma espécie de via alternativa para o caso de lesões na via corticoespinhal.
- A via corticoespinhal mais a via rubroespinhal (considerada extrapiramidal) compõe o sistema motor lateral da medula espinhal.
- A via corticoespinhal mais a via vestibulorreticuloespinhal compõe o sistema motor medial da medula espinhal.

Via Corticobulbar (Corticonuclear já que se distribuem ipsilateralmente e contralateralmente para os núcleos dos nervos cranianos motores, exceção para o VII par – Nervo Facial) – surge principalmente da porção lateral do córtex motor primário (AB 4). Axônios projetam-se pelo joelho da cápsula interna para o pedúnculo cerebral, para base da ponte e para as pirâmides bulbares ipsilateralmente. Lesões neste trato corticobulbar resultam em comprometimento contralateral inferior da face – paresia para movimentos voluntários.
Vias Extrapiramidais
- As vias são didaticamente divididas em piramidais e extrapiramidais. Apenas didaticamente já que há constante interferência e interconexões entre ambas.
- Tradicionalmente consideramos as vias piramidais como: via corticoespinhal e via corticonuclear.
- Já as vias extrapiramidais são compostas:
- Trato Rubroespinhal – ativadora dos músculos flexores e inibidora dos músculos extensores.
- Trato Tectoespinhal – responsável pelo controle da musculatura do pescoço e posicionamento da cabeça.
- Trato Vestíbuloespinhal – responsável pela ativação dos músculos extensores e inibição dos músculos flexores.
- Trato Retículoespinhal Pontina – via responsável pela ativação dos músculos flexores e extensores – porém com tendência extensora.
- Trato Retículoespinhal Bulbar – via responsável pela inibição dos músculos flexores e extensores – porém com tendência flexora.

Tratos Reticuloespinhais e Córticorreticulares – O trato reticuloespinhal pontino desce para os neurônios motores alpha e gamma em todos os níveis. Esse trato possui uma tendência extensora distinta à musculatura axial. Pouca influência do córtex cerebral. Já o trato retículoespinhal bulbar terminam bilateralmente nos neurônios motores alpha e gamma em todos os níveis exercendo uma tendência flexora. Os tratos retículoespinhais são importantes para manutenção do tônus básico da postura.

Trato Rubroespinhal – Funciona como um sistema corticoespinhal indireto. Recebe estímulos do córtex motor. Esta via termina nos neurônios motores alpha e gamma da medula espinhal particularmente àqueles associados com movimentos flexores das extremidades. Lesões nesta via frequentemente acometem a via corticoespinhal e cursam com hemiplegia espástica contralateral. Lesões no tronco encefálico caudal e núcleo rubro podem cursar com descerebração (espasticidade extensora).

Trato Tectoespinhal – essa via surge de neurônios situados no colículo superior do mesencéfalo, decussam descendo contralateralmente terminando sobre os neurônios motores alpha e gamma da medula espinhal associados a movimentos da cabeça e do pescoço. Esta via esta relacionada a reflexos que ajustam a trajetória visual bem como posicionando a cabeça adequadamente.

Trato Vestíbuloespinhal – essa via surge do núcleo vestibular lateral terminando sobre os neurônios motores alpha e gamma da medula espinhal associados com a musculatura extensora, especialmente proximal. Esse sistema basicamente produz uma hipertonia extensora – movimentos antigravitacionais – porém é mediado e atenuado por conexões cerebelares e rubrais. Já o trato vestíbuloespinhal medial surge do núcleo vestibular médio e fornece inibição dos neurônios motores alpha e gamma que controlam a musculatura do pescoço e axial. Estes tratos estabilizam e coordenam a posição da cabeça e do corpo e fornecem importantes reflexos para o tronco encefálico para o adequado ajuste da postura. Recebem também influência do trato retículoespinhal.
Observações
- Os estímulos entram na medula na região I a VI de Rexed – são reorganizados e integrados gerando uma resposta motora.
- Neurônios dinâmicos: quando excessivamente excitados desencadeiam por um curto período de tempo uma elevada força muscular.
- Neurônios estáticos: são responsáveis pela manutenção do padrão motor desenvolvido.
- Lesões no córtex motor resultam em perda da motricidade fina daquele grupo muscular envolvido com a área cortical envolvida.
- A ablação do córtex motor resulta em hipotonia mas não em plegia!!!
- Lesões nos núcleos da base resultam em espasmos musculares contralaterais (síndromes extrapiramidais com perda da inibição dos movimentos bruscos).
Controle Motor pelo Tronco Cerebral –
- O tronco encefálico realiza movimentos involuntários como o controle respiratório (freqüência e amplitude do movimento), controle da freqüência cardíaca, controle dos movimentos do trato gastrointestinais, movimentos estereotipados, controle do equilíbrio e movimentação reflexa dos olhos com ajustes da pupila, por exemplo.
- Trata-se de uma estação de retransmissão de sinal provenientes do córtex.
- Há diversos núcleos presentes no tronco cerebral tais como núcleos reticulares e vestibulares que sustentam o corpo, núcleos relacionados aos nervos cranianos (III par ao XII par).
- Os núcleos motores do tronco sofrem influencia do trato corticoespinhal.
- Os núcleos vestibulares: associados aos núcleos reticulares pontinos para ajuste da musculatura antigravitacional. Os núcleos vestibulares ajustam e estabilizam os olhos durante movimentos bruscos da cabeça – realizam movimentos contrários ao sentido da rotação – “Manobra dos Olhos de Boneca”.
- Os núcleos reticulares bulbares e pontinos trabalham antagonicamente como que se ajustando para o controle do tônus muscular.
Observação – A secção do tronco deixando intacto os núcleos reticulares e vestibulares causam rigidez de descerebração – verificada em traumas pela escala de coma de Glasgow – devido à falta de estímulo cortical aos núcleos bulbares que inibem os núcleos reticulares pontinos e vestibulares.


Distribuição neuronal motora na medula e tronco encefálico.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
The Illustrated Guide To A Ph.D.
Autor: Matt Might, Matt.Might.Net
Every fall, I explain to a fresh batch of Ph.D. students what a Ph.D. is.
It's hard to describe it in words.
So, I use pictures.
Read below for the illustrated guide to a Ph.D.
Imagine a circle that contains all of human knowledge:
By the time you finish elementary school, you know a little:
By the time you finish high school, you know a bit more:
With a bachelor's degree, you gain a specialty:
A master's degree deepens that specialty:
Reading research papers takes you to the edge of human knowledge:
Once you're at the boundary, you focus:
You push at the boundary for a few years:
Until one day, the boundary gives way:
And, that dent you've made is called a Ph.D.:
Of course, the world looks different to you now:
So, don't forget the bigger picture:
Read more: http://matt.might.net/articles/phd-school-in-pictures/#ixzz2s62HB7RR
Every fall, I explain to a fresh batch of Ph.D. students what a Ph.D. is.
It's hard to describe it in words.
So, I use pictures.
Read below for the illustrated guide to a Ph.D.
Imagine a circle that contains all of human knowledge:












Keep pushing.
The Illustrated Guide to a Ph.D. is licensed under the Creative Commons Attribution-NonCommercial 2.5 License. This post originally appeared at Matt Might's Blog.Read more: http://matt.might.net/articles/phd-school-in-pictures/#ixzz2s62HB7RR
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