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domingo, 10 de novembro de 2013

Os melhores alongamentos dinâmicos

Neste artigo mostrámos-lhe por que motivo deve preferir os alongamentos dinâmicos aos estáticos. Deixámos-lhe aqui alguns dos alongamentos dinâmicos mais eficazes utilizados por atletas de alta competição.
Objectivos dos alongamentos
  • Eliminar ou reduzir os encurtamentos do sistema muscular;
  • Reduzir a resistência muscular antagonista e aproveitar de forma mais eficaz a força dos agonistas;
  • Aumentar ou manter a flexibilidade;
  • Diminuir os riscos de lesões músculo-articulares;
  • Melhorar a circulação sanguínea;
  • Combater a rigidez;
  • Promover simetria muscular.
Os alongamentos dinâmicos que se seguem fazem parte do programa de formação de jogadores da United States Tennis Association, mas aplicam-se à maior parte dos atletas. Recomendação: procure executá-los logo após o seu aquecimento aeróbico e imediatamente antes do treino.
ANDAR SOBRE MÃOS
(Ombros, costas, abdominais e flexores da coxa)
Começando de pé, incline-se gradualmente até que ambas as mãos toquem no chão. Ande com as mãos para a frente, afastando-as dos,pés, até que as costas estejam praticamente esticadas. Mantendo as pernas direitas, ande com os pés novamente em direcção às mãos.
(Reps: 5-6)
ESCORPIÃO
(Para os membros inferiores, flexores da anca e músculos dos glúteos)
Deite-se de barriga para baixo, braços estendidos e pés flectidos, de forma a que apenas os dedos toquem no chão. Leve o seu pé direito em direcção ao braço esquerdo, depois faça o mesmo com o pé esquerdo em direcção ao seu braço direito. Este exercício é de nível avançado, deve iniciá-lo lentamente.
(Reps: 12)
MARCHA SIMPLES
(Flexores da coxa e glúteos)
Ao caminhar, chutar uma das pernas para a frente, dedos dos pés flectidos para cima. Com o braço oposto tente alcançar o pé. Deixe cair a perna e repita com os membros contrários.
(Reps: 6-7)
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Flexibilidade de atletas de basquetebol submetidos à postura “em pé com inclinação anterior” do Método de Reeducação Postural Global (RPG)

Resumo: Este estudo teve por objetivo avaliar a influência da postura “em pé com inclinação anterior” do método de Reeducação Postural Global (RPG) sobre a flexibilidade de atletas de basquetebol, por meio da fotometria e avaliação em Banco de Wells. Foram avaliados 14 atletas de basquetebol masculino: 7 constituíram o grupo controle (GC) e 7 o grupo experimento (GE). O GE foi submetido à postura “em pé com inclinação anterior” e o GC não foi submetido à intervenção, mantendo-se a rotina normal de treinamento em ambos grupos. Foi analisado o ângulo da articulação do quadril utilizando o recurso da foto em software CorelDraw® e a flexibilidade em Banco de Wells. Utilizou-se o teste t de student para ambas variáveis e o signed rank test para a flexibilidade. Em seguida, foi realizado o teste de correlação de Pearson entre os dados da flexibilidade e ângulo da articulação do quadril. No GE, os valores médios da flexibilidade
passaram de 3,71 ±14,00cm para 8,71 ±11,87cm (p=0,007) e o ângulo do quadril passou de 72,14 ±16,09° para 66,62 ±12,71° (p=0,02). A correlação entre a flexibilidade e o ângulo do quadril no GC pré foi de –0,82; GC pós –0,78; e no GE foi de –0,99 tanto na avaliação inicial quanto final. Os resultados demonstram que a postura aplicada pode ser um recurso complementar para a preparação de atletas de basquetebol, uma vez que promove o alongamento da cadeia posterior e aumento da flexibilidade, o que poderia favorecer o desempenho desportivo e a prevenção de lesões neste esporte.

Palavras-chave: Fisioterapia, Reeducação Postural Global, Plasticidade Neuromuscular, Alongamento,
Fotometria, Basquetebol.

BORGES, B.L.A. Basketball players flexibility after “stand with anterior inclination” posture of
the Postural Global Reeducation (PGR) Method. R. bras. Ci e Mov. 2006; 14(4): 39-46.

Abstract: The aim of this study was to analyze the influence of “stand with anterior inclination” posture of the Postural Global Reeducation (PGR) method on the basketball players flexibility using photometry and the reaching test evaluation in stand position. Fourteen basketball players were randomly assigned into two groups: 7 in the control group (CG) and 7 in the experimental group (EG). The players in EG were submitted to “stand with anterior inclination” posture of the PGR method. The CG were not submitted to the posture, keeping the training routine, such as the EG. The hip’s joint angles were analyzed using the photometry in the CorelDraw ® software. The flexibility was evaluated using the reaching test in stand position. For statistic analysis, it was used the t test student and the signed rank test only in the flexibility. Then, the Pearson’s correlation was used between the flexibility and the hip’s joint angle. In the EG, the mean of the flexibility modified to 3,71 ± 14,00cm to 8,71 ± 11,87cm (p=0,007) and the hip’s joint angle modified to 72,14 ± 16,09° to 66,62 ± 12,71° (p=0,02). The correlation between the flexibility and the hip’s joint angle in CG was –0,82 before intervention and after intervention was –0,78; in EG was –0,99 before and after intervention. The results demonstrate that the applied posture can be a complementary resource for the preparation of basketball player, because promotes the stretching of the posterior chain and flexibility increase, which could favor the performance and injuries prevention in this sport.

Keywords: Physiotherapy, Postural Global Reeducation, Neuromuscular, Plasticity, Stretching, Photometry, Basketball.

Introdução

Diversas formas de tratamento em Fisioterapia são constantemente estudadas para melhor compreensão dos métodos e técnicas e seu aperfeiçoamento na prática clínica.
O método de Reeducação Postural Global (RPG) tem sido empregado com sucesso na prevenção e reabilitação em indivíduos da população em geral, bem como em atletas, visando ainda a melhora da performance desportiva. No entanto, há escassez de dados que o fundamentam cientificamente.
Os movimentos realizados no basquetebol ocorrem em situações de desequilíbrio, com rotações ou dissociações das cinturas escapular e pélvica, apenas com um ou ambos membros superiores e com apoio unipodal ou bipodal. Em cada gesto, existe uma interação global entre os membros superiores e inferiores, ocorrendo alternâncias de estabilizações e pontos de apoio, através da ação dos músculos dispostos em cadeias1.
A RPG utiliza a contração excêntrica para o alongamento dos músculos em cadeias.
A contração excêntrica ocorre quando há aumento da tensão muscular através da ativação das fibras musculares extra-fusais e realização do movimento voluntário de alongamento, simultaneamente2. Exercícios que utilizam esse tipo de contração são os que mais estimulam a adição de sarcômeros em série, promovendo hipertrofia muscular e remodelação do tecido conjuntivo2. Fridén3 e Evans4 apontam que a contração excêntrica é mais efetiva em relação à concêntrica na geração de força muscular.
Kubo et al.5 relatam que o alongamento muscular é um recurso utilizado tanto em programas de reabilitação como em atividades desportivas, sendo útil na prevenção de lesões e no aumento da flexibilidade. Relatam também que a mudança nas propriedades viscoelásticas da unidade miotendínea é o mecanismo potencial para a redução do risco de lesão com o aumento da flexibilidade.
O alongamento provoca alívio da dor e melhora na performance desportiva, porém, quando aplicado imediatamente antes da atividade física, não previne lesões agudas6.
Estudos realizados em animais mostram que o alongamento contínuo, com imobilização em posição alongada num período de 48 horas, produz hipertrofia no músculo e redução do risco de lesão7. Para os autores, pesquisas clínicas sobre o alongamento realizado por tempo prolongado continuam escassas, sendo necessários novos estudos antes de uma conclusão definitiva.
O alongamento resulta no aumento do tamanho do músculo e da porcentagem de proteínas contráteis. Porém, o mecanismo pelo qual eventos mecânicos estimulam o aumento da síntese do ácido ribonucléico e subsequente síntese protéica não são ainda compreendidos5.
Para Souchard8, o método de RPG utiliza a técnica de contração-relaxamento, na qual ocorre uma inibição ao músculo alongado, denominada inibição autogênica. Kisner e Colby9 relatam que na inibição autogênica o órgão neurotendinoso de Golgi dispara e inibe a tensão no músculo de modo que esse possa ser mais eficientemente alongado.
O aumento do comprimento do músculo se reveste de importância funcional. Gordon et al.10 definiram as bases morfofuncionais da relação comprimento-tensão ao verificar que em fibras musculares isoladas, a força isométrica máxima é obtida quando este atinge comprimento próximo à sua posição de repouso, sendo a força diminuída quando o sarcômero se encontra encurtado. Observaram que a força isométrica atinge valores máximos quando há sobreposição ideal entre os filamentos de actina e miosina permitindo a quantidade adequada de pontes entre esses filamentos. Para Souchard8, o método de RPG pode propiciar melhora da flexibilidade, minimizando os efeitos do encurtamento muscular.
A amplitude de flexão da articulação do quadril pode atingir até 140o 11.
Quando o joelho está em extensão, a flexão do quadril é menor que quando este está flexionado11, sendo sua amplitude ideal de 60o ou mais8. A avaliação postural, bem como a elaboração e aplicação de programas de cinesioterapia, fazem parte da rotina do Fisioterapeuta. Porém, poucos profissionais compreendem os mecanismos envolvidos na resposta muscular consequente à sua intervenção2. Por este motivo é importante investigar os efeitos de métodos e técnicas recentemente estabelecidos ainda não comprovados cientificamente.
Durante o aprendizado motor, certos comportamentos reflexos cessam de ser produzidos após várias repetições do mesmo estímulo. Esse processo é denominado habituação e ocorre também durante o uso
de técnicas e exercícios na Fisioterapia, que objetivam diminuir a resposta neural a um determinado estímulo. A reabilitação motora tem por objetivo fornecer um aprendizado ou reaprendizado motor. Durante os processos de aprendizagem, existem alterações na estrutura e funcionamento das células neurais e de suas conexões, a neuroplasticidade, permitindo a adaptação a novas posturas e movimentos12.
A RPG pode propiciar uma reorganização motora, pois promove o alongamento dos músculos estáticos – os antigravitacionais8,13,14.
Para Salvini2, a RPG utiliza a contração isométrica em posição excêntrica, que proporciona o aumento do número de sarcômeros em série. Alter15 cita que a tração axial é também utilizada e deve ser mantida o maior tempo possível para promover a diminuição da atividade gama e do tono muscular, como também a inibição dos músculos que estão sendo alongados e da facilitação de seus antagonistas pela ação da inibição autogênica.
Em todas as posturas estabelecidas pelo método de RPG é necessário que o indivíduo realize expiração profunda, havendo o rebaixamento do gradil costal, para que não ocorra o bloqueio torácico e para promover o relaxamento progressivo dos músculos inspiratórios8, contemplando o princípio da globalidade.
Considerando a importância da avaliação para elaboração de programas de intervenção e avaliação de seus resultados, um recurso que tem sido bastante utilizado para avaliar a postura e mecânica corporal é a fotografia, que pode ser utilizada para medidas angulares e lineares, permitindo registrar a presença de alterações e a relação entre partes do corpo que são difíceis de medir de outra forma, propiciando maior exatidão às medidas16. O uso do software CorelDraw® permite realizar medidas angulares e lineares das fotografias, obtendo-se um valor real em computador, sem a necessidade de anotações em papel, o que aumentaria a margem de erro17.
Assim, o objetivo deste estudo foi investigar a influência do método RPG sobre a flexibilidade de atletas de basquetebol, utilizando como recurso a fotometria e o Banco de Wells.

Métodos

O estudo foi desenvolvido com base na Resolução 196/96, do CNS e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição.
Os voluntários assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Foram incluídos no estudo atletas de basquetebol masculino com idade entre 18 e 28 anos. Atletas que tivessem realizado trabalho prévio de alongamento pelo método de RPG foram excluídos. Para o GE os critérios de descontinuação foram: faltar em três sessões ou mais de intervenção, apresentar dor ou sofrer algum trauma durante o treinamento.
Participaram do estudo 14 atletas vinculados a duas equipes distintas, divididos em dois grupos (n=7): grupo controle (GC) - constituído pelos membros de uma das equipes e grupo experimento (GE) - constituído pelos membros da segunda equipe.
Os técnicos de ambas equipes aplicaram o mesmo protocolo de treinamento durante a fase experimental do projeto, para evitar possíveis influências de treinamento sobre os resultados.
Os participantes do GE realizaram sessões individuais de RPG com freqüência de duas vezes por semana e duração e 40 minutos ativos na postura “em pé com inclinação anterior”, durante dois meses e meio (20 sessões), mantendo-se a rotina de treinamento das equipes. A postura foi aplicada por Fisioterapeuta com formação no método de RPG. O tratamento foi conc luído por todos os voluntários, que apresentaram assiduidade em 100% das sessões de intervenção.
Os participantes do GC não foram submetidos à intervenção, participando apenas de sua rotina normal, inclusive de treinamento, durante o mesmo período de tempo do GE.
Optou-se pela “postura em pé com inclinação anterior”, visando o alongamento da cadeia muscular posterior. Além disso, essa postura utiliza cadeia cinética fechada, o que permite alongamento mais efetivo. A avaliação fotométrica foi realizada no Laboratório de Recursos Terapêuticos do Programa de Pós-graduação em Fisioterapia da FACIS-UNIMEP. Todos os indivíduos foram avaliados em traje de banho, em posição ortostática, 14cm atrás do simetrógrafo. A distância entre o tripé da câmera digital Photo PC 750Z, Megapixel Zoom Digital Câmera (Epson®) ao simetrógrafo foi de 180 cm e a altura ajustada à altura da cicatriz umbilical.
A temperatura da sala foi mantida constante (26o C).
Os indivíduos dos dois grupos foram fotografados e avaliados de acordo com as orientações do examinador, posicionados sobre o Banco de Wells e submetidos ao mesmo protocolo.
As fotos foram inseridas no software CorelDraw® e analisadas individualmente.
O processamento das medidas foi realizado três vezes, em dias alternados, obtendo-se a média aritmética das medidas.
A postura “em pé com inclinação anterior” visa o alongamento da cadeia posterior, constituída pelos músculos posteriores cervicais, paravertebrais, glúteos, rotadores laterais do quadril, isquiotibiais, tríceps sural e plantares11. Inicia-se com discreta flexão da articulação do quadril, com rotação lateral e semiflexão dos joelhos, com os pés posicionados em ângulo de 30o. Era solicitado ao indivíduo realizar esforço de crescimento axial, contração excêntrica de baixa intensidade contra a mão do Fisioterapeuta e expiração profunda: inspiração pelo nariz e expiração pela boca, com inversão da dinâmica da respiração – a respiração paradoxal.
O Fisioterapeuta realizava a flexão do tronco do voluntário, evitando o aparecimento de compensações, até atingir o alongamento da cadeia posterior. Os membros superiores eram mantidos com rotação lateral do ombro, com os cotovelos e dedos estendidos, mantendo o crescimento axial. A postura evoluía com a extensão global dos membros inferiores, mantendo o posicionamento em rotação lateral do quadril e ângulo de 30o entre os pés. A partir da obtenção de determinado grau de alongamento, o terapeuta evoluía na postura utilizando a prancha de inclinação na articulação talo crural, com o objetivo de aumentar o alongamento da cadeia posterior dos membros inferiores, principalmente do tríceps sural.
Para avaliar a flexibilidade foi utilizado o Banco de Wells, um dispositivo composto de uma caixa retangular de madeira, com uma régua graduada em centímetros disposta no centro. O indivíduo se posicionava em pé sobre o Banco de Wells com os pés lateralmente à régua e era solicitado a realizar uma flexão do tronco com os joelhos em extensão e com os membros superiores acompanhando o movimento, como se as mãos tentassem tocar a ponta dos pés ou ultrapassá-los, orientando os dedos das mãos em direção à régua (Figura 1). 







Esse procedimento foi repetido por três vezes o procedimento, sendo que na terceira tentativa foi anotado o valor, em centímetros, obtido nas avaliações antes e após o período da intervenção.
Para a análise da articulação do quadril, foi necessário ressaltar o trocânter maior com um marcador de referência. O mamilo do atleta devia estar em evidência durante a tomada fotográfica, uma vez que era ponto de referência para a mensuração.
Traçou-se uma linha tangenciando superiormente o glúteo e outra que o tangenciava posteriormente; marcou-se com as linhas vertical e horizontal o trocânter maior. Utilizando a ferramenta retângulo, todas as linhas foram unidas formando a figura geométrica retângulo que, no software CorelDraw®, indica o centro que se forma entre as linhas superior e posterior do glúteo e do trocânter maior, o “centro da pelve”. Utilizando a ferramenta retângulo, marcou-se o mamilo do atleta e a região perpendicular ao mamilo correspondente à linha que tangencia o dorso do indivíduo, obtendo-se o “centro do tronco” que se forma através dessas estruturas.
Utilizando a ferramenta dimensão angular, uma das linhas angulares foi traçada perpendicularmente ao solo, tendo como vértice a marcação obtida pelo centro que se forma entre as linhas do glúteo superior, posterior e do trocânter maior. A outra linha foi traçada até o centro obtido entre o mamilo e a região perpendicular ao mamilo, correspondente à linha que tangencia o dorso do atleta, obtendo-se assim o ângulo da articulação do quadril (Figura 1).
Para a análise estatística aplicou-se a hipótese unilateral para verificar a significância para o GE, com p=0,05. Neste estudo, a análise foi realizada no software Static Graphic plus 5.1.
Construiu-se uma variável de diferença entre as médias obtidas antes e após o período da intervenção, tanto no GC como no GE. Em seguida, foi aplicado o teste t de student para as amostras independentes. Para a avaliação da flexibilidade também foi realizado o teste t de student para o GC e GE antes e após o período de intervenção e o signed rank test para as amostras independentes entre o GC e GE.
Em seguida, realizou-se o teste de correlação de Pearson para os valores dos ângulos da articulação do quadril e da flexibilidade.

Resultados

O valor médio da flexibilidade no GC antes da intervenção foi de 7,43 ±5,29cm, passando para 8,57cm ±3,74cm após a intervenção. No GE esses valores foram de 3,71 ± 14cm para 8,71 ±11,87cm (p=0,007), conforme demonstra a figura 2.



O ângulo da articulação do quadril no GC foi de 68,29 ±5,38o antes da intervenção e de 68,14 ±5,08o após a intervenção. No GE esses valores passaram de 72,14 ±16,09o para 66,62 ±12,47o (p=0,02), como mostra a figura 3.




Observou-se forte correlação entre os valores do ângulo do quadril e a flexibilidade no GE, como demonstrado na figura 4.




Discussão

A RPG é um método de intervenção cinesioterapêutica que tem se difundido entre os Fisioterapeutas, mostrando resultados promissores, porém, baseados em observações empíricas. Uma revisão criteriosa da literatura nos últimos 10 anos revelou escassez de estudos desenvolvidos com base em critérios científicos.
Neste estudo, a forte correlação entre a flexibilidade e o ângulo do quadril demonstra que, quanto maior for a flexibilidade, menor será o ângulo da articulação do quadril em flexão com extensão do joelho, demonstrando que tanto o Banco de Wells a avaliação do ângulo do quadril podem servir de parâmetro para a avaliação da flexibilidade. Considerando que a utilização do Banco de Wells é mais prática e apresenta menor possibilidade de erro, pode ser a forma de avaliação escolhida.
Ao aplicar a postura “em pé com inclinação anterior” do método RPG observou-se um alongamento eficaz principalmente dos músculos paravertebrais e isquiotibiais, facilitando assim a diminuição do ângulo dessa articulação pelo aumento da flexibilidade.
Salvini2 afirma que o método RPG utiliza contração isométrica em posição excêntrica. Souchard8 atribui o alongamento dos músculos envolvidos nas cadeias musculares em tensão, à técnica de contração-relaxamento.
Neste estudo, considerando que a postura em contração excêntrica da cadeia posterior foi mantida por tempo prolongado, acredita-se que o provável mecanismo responsável pelo relaxamento muscular envolva: a) inicialmente, o disparo das terminações nervosas do fuso neuromuscular, que retroalimentam os motoneurônios inferiores para a contração das fibras extrafusais; b) como se trata de contração excêntrica de baixa intensidade, a manutenção da postura poderia desencadear o mecanismo de habituação12 desses motoneurônios, diminuindo seu disparo; c) à medida que a postura evolui e a carga externa sobre os músculos em contração aumenta, o disparo dos fusos neuromusculares aumenta proporcionalmente, havendo, depois de alguns segundos, nova habituação dos motoneurônios, e assim sucessivamente; d) após alguns minutos de aplicação dessa postura, os órgãos neurotendinosos de Golgi, sensíveis à força de contração, disparam, inibindo a tensão15 dos músculos da cadeia posterior, o que caracteriza um súbito relaxamento desses músculos.
Desta forma, considera-se que o alongamento é obtido a partir de uma contração isotônica excêntrica de baixa intensidade, uma vez que a postura empregada tem caráter dinâmico, evidenciado pela forma de evolução do alongamento dentro da postura.
A literatura relata o importante papel da contração isotônica excêntrica em estimular a adição de sarcômeros em série2, além de sua efetividade na geração de força em relação à contração concêntrica3,4. O aumento da flexibilidade e a diminuição do ângulo do quadril relatados neste estudo demonstram que os músculos da cadeia posterior foram alongados.
No entanto, não foram realizadas análises que permitam afirmar se houve aumento do número de sarcômeros em série, pois isso exige uma análise histológica, possível apenas a partir de uma biópsia muscular, o que não foi realizado nos sujeitos deste estudo. Da mesma forma, não se avaliou a força muscular dos atletas, mas o aumento significativo da flexibilidade no GE sugere que o alongamento obtido possa favorecer a capacidade dos músculos para gerar força, conforme as observações de Gordon et al. 10, de que a força isométrica máxima é obtida quando o sarcômero atinge comprimento próximo à sua posição de repouso - quando há sobreposição ideal entre os filamentos de actina e miosina permitindo a quantidade adequada de pontes entres esses filamentos - e diminui quando este se encontra encurtado. Como os atletas de basquetebol se utilizam dos músculos da cadeia posterior, especialmente os posteriores da perna (gastrocnêmios e sóleo) para realizar a impulsão, o alongamento de tais músculos e conseqüente melhora da relação comprimento-tensão poderia favorecer seu desempenho esportivo.
Além disso, atribui-se à contração excêntrica a possibilidade de produzir hipertrofia muscular5,7, aumento da porcentagem de proteínas contráteis5 e redução do risco de lesão7.
Uma análise morfométrica de músculos da cadeia posterior dos sujeitos submetidos à intervenção poderia apontar se a postura “em pé com inclinação anterior” aplicada duas vezes por semana é capaz de promover hipertrofia, no entanto, isso também dependeria da coleta de biópsia muscular.
Quanto à possibilidade de lesões a partir da utilização da contração excêntrica, devido ao alto grau de tensão nas fibras musculares2, cabe salientar que não houve relato da presença de qualquer sinal que pudesse ser relacionado à lesão durante ou após a realização do estudo, o que pode ser devido à forma de aplicação da postura, que respeita o limite individual dos sujeitos para a evolução do tratamento, além de ter sido realizado com intervalo de, no mínimo, dois dias entre cada sessão de intervenção.
É importante considerar também que durante a manutenção da postura em contração excêntrica há estimulação das aferênciasproprioceptivas (ativação dos fusos neuromusculares, órgãos neurotendinosos de Golgi e receptores articulares), exteroceptivas (ativação dos mecanorreceptores da pele), auditivas (pelo comando verbal que ativa as conexões reflexas da via auditiva com os núcleos motores do tronco encefálico) e vestibulares (devido ao posicionamento da cabeça durante a evolução da postura aplicada, que gera ativação dos receptores labirínticos para o ajuste postural). Todos esses estímulos poderiam contribuir para a formação de novas conexões corticais12 e favorecer a reorganização postural dos indivíduos do GE.
A avaliação fotométrica utilizando o software CorelDraw® se mostrou efetiva para quantificar o ângulo do quadril, reafirmando a importância da informática na área de Fisioterapia para a realização de avaliação postural com maior exatidão17 e para facilitar a condução do tratamento.
A utilização da postura “em pé com inclinação anterior” pode ser um valioso recurso complementar para a preparação de atletas de basquetebol, uma vez que promove o alongamento efetivo da cadeia posterior, podendo favorecer o desempenho desportivo e a prevenção de lesões durante a prática desse esporte.
As limitações deste estudo apontam para a necessidade de novas investigações que possam fornecer dados qualitativos e quantitativos sobre a influência da postura utilizada, como: área de secção transversa das fibras, o que poderia sinalizar seu efeito sobre o trofismo muscular; número de sarcômeros em série, demonstrando o alongamento efetivo do músculo; investigação da presença de possíveis lesões musculares a partir da contração excêntrica promovida pela postura adotada; e avaliação da força muscular após intervenção.

Referências Bibliográficas

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Kinesiology Taping-The Basics

Introduction

Kinesiology taping (KT) is a therapeutic tool and has become increasingly popular within the sporting arena. Taping has been used for a long time for the prevention and treatment of sporting injuries. KT is not only used for sporting injuries but for a variety of other conditions. It was developed by Japanaese Chiropractor Dr. Kenzo Kase in the 1970's with the intention to alleviate pain [1] and improve the healing in soft tissues[2]. There are many proposed benefits to KT, including: proprioceptive facilitation; reduced muscle fatigue; muscle facilitation; reduced delayed-onset muscle soreness; pain inhibition; enhanced healing, such as reducing oedema, and improvement of lymphatic drainage and blood flow[3].

Properties

KT is manufactured pre-stretched by 15-25% as it is applied to the backing paper. It is characterised by the ability to stretch to 120-140% of its original length and, following application, recoil back towards its unstretched length. KT purportedly mimics the physical qualities of the skin as it is believed to be the same weight and thickness of the epidermis along with its inherent elastic properties[4]. It is comprised of polymer elastic wrapped in 100% cotton fibres, which allows for evaporation of moisture. The glue is heat-activated and is applied in a wave-like pattern to mimic the qualities of the fingerprint on the finger tip. KT is both waterproof and breathable and it can be worn during exercise, showering and even swimming. It dries quickly and seldom causes skin irritation, however; if skin irritation does occur, advise patient to remove tape immediately and wash the area with warm soapy water to remove any residual adhesive. When properly applied, it will last up to 3-5 days.

Theory

The type of application theoretically determines the physiological outcome: for example, KT is applied unstretched over manually stretched skin above the injured muscle. This type of application will cause the skin to form convolutions which lift the skin[2]. Theories suggest that these convolutions encourage regeneration of injured tissue by increasing interstitial space and alleviating interstitial pressures which occur from swelling post injury[5]. This decrease in pressure also decompresses subcutaneous nociceptors, leading to decreased pain[2]. It is also theorised that lifting the skin detaches filaments which attach the skin to endothelial cells of the lymphatic and capillary beds. This is proposed to to create channels which allows for lymph to drain, thus reducing swelling and allowing increased blood flow to the area[6]. The evidence for these theories is still in its infancy and requires extensive research.

Basics of Application

  • Ensure to thoroughly assess the patient in order to identify the most appropriate application
  • Do NOT apply tape to any area of skin that is damaged by: scrapes; cuts; burns; sunburn or any type of skin rash/irritation
  • Skin should be free of oils and lotion prior to application
  • If body hair is limiting adhesion you may need to trim or shave the area
  • Do NOT apply with excess tension (as with zinc oxide application)
  • If patient has been exercising, ensure perspiration has completely stopped before application 
  • If you are using a roll of tape, measure and cut carefully
  • Round all the edges of the tape to prevent premature peeling
  • Avoid touching the adhesive side of the tape after removing the backing as this may decrease the adhesive strength on the skin
  • Once the tape is applied, activate the heat sensitive glue by rubbing up and down the surface of the tape 
  • Wait at least 1 hour after application before engaging in activity that causes sweating
  • Do not swim or shower for at least 1 hour after application
  • To dry the tape after exercising, swimming or a shower, pat gently with a towel


Basic Application Tips
                                                   [7]

Contra-indications and Precautions

  • Malignancy
  • Infection, cellulitis
  • Open wound
  • DVT
Precautions:
  • Diabetes
  • Congestive heart failure
  • Fracture

Different Types of Application

KT can be applied in the shape of a 'Y', 'I', 'X', 'Fan', 'Web' or 'Donut'. The shape selection depends on the the size of the affected muscle and the result you are trying to achieve. 

'Y' tape application is generally used to:

  • Surround the target muscle
  • Inhibit or facilitate muscle stimuli
  • Should be 2 inches longer than the target muscle

'I' tape application is generally used for:

  • Acute injuries in place of 'Y' tape
  • Oedema and pain (primary purpose)
  • Alignment correction

'X' tape application is generally used when:

  • The origin and insertion of the target muscle change depending on movement e.g. the Rhomboids

'Fan/Web' tape application is used for:

  • Oedema (web is different because the ends remain intact)

'Donut' tape application is generally used for:

  • Oedema (use overlapping strips and the center is cut out over the area of focus)

Insertion to Origin:  
  • Used to inhibit overused or stretched muscles
  • Light stretch used to achieve goal

Origin to Insertion:
  • Used to facilitate weak or underperforming muscles
  • Light to moderate stretch required

Type of Application Stretch

The target muscle should be elongated prior to stretch. KT requires none to partial stretch to be applied on tape. 
  • Full - 100%
  • Severe - 75%
  • Moderate - 50%
  • Light - 15-25%
  • None - 0%
For percentage stretch refer to percentage of available stretch.

Line of pull of the tape is key 
  • Facilitate: proximal to distal (15-50% tension)
  • Inhibit: distal to proximal (15-25%) 

Kinesio Tape Instruction Video's


Clinical Implications

  • Level of evidence - weak
  • What does the evidence support?
     -Increase ROM
     -Increase in function
     -Decrease oedema/swelling

Pros

  • Some evidence proves theories
  • Provides a treatment
  • Applicable to multiple patient populations
  • Feeling of treatment encourages movement
  • Versatile

Cons

  • Small body of evidence to prove theories
  • Expensive
  • Requires practice
  • Skin irritation

Patient After-Care Advice

  • If the tape makes symptoms worse then take it off
  • If the tape starts to come off then rub it to re-activate the tape adhesive
  • Do NOT dry it with a hairdryer

Recent Related Research

Recent Related Research (from Pubmed)

Resources

References

  1.  Liu YH, Chen SM, Lin CH, Huang CI, Sun YN. Motion tracking on elbow tissue from ultrasonic image sequence for patients with alteral epicondylitis.Proceedings of the 29th Annual International Conference of the IEEE EMBS Cite Interbationale, Lyon, France, 2007.
  2. ↑ 2.0 2.1 2.2 Kahanov L. Kinesio taping, Part 1: An overview of its use in athletes.Athletic Therapy Today 2007;12:17-18.
  3.  Basset KT, Lingman SA, Ellis RF. The use and treatment efficacy kinaesthetic taping for musculoskeletal conditions: a systematic review. New Zealand Journal of Physiotherapy 2010;38(2):56-62.
  4.  Kase K. Clinical therapeutic application of the kinesio taping method. Ken-i Kai Information 2003
  5.  Hammer WI. Functional soft tissue examination and treatment by manual methods. 3rd ed. Boston: Jones and Bartlett Publishers, 2006
  6.  Lipinska A, Sliwinski Z,Kiebzak W, Senderek T, Kirenko J. Influence of kinesiotaping application on lymphoedema of an upper limb in women after mastectomy. Polish Journal of Physiotherapy 2007:7;258-269.
  7.  United States Food and Drug Administration (FDA). http://www.theratape.com (accessed 13 June 2013).
  8. ↑ 8.0 8.1 Kaze K, Wallis J, Kaze T. Clinical therapeutic applications of the kinesio taping method. Tokyo: Japan, 2003.
  9.  Kinesio Taping Association International. Kinesio HK:The original from Dr. Kenzo Kaze since 1979.http://www.kinesiotaping.hk/how-to-use-Kinesio-Tapes.html (accessed 13 June 2013).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Kinesio taping - what does the research say???


Kinesio taping has gained widespread recognition due to its use by high profile athletes, but does the research back up the anecdotal reports of effectiveness???


The clinical effects of Kinesio(®) Tex taping: A systematic review.

Source

Kinesio(®) Tex tape (KTT) is used in a variety of clinical settings. The purpose of this study was to investigate the effect of KTT from randomized controlled trials (RCTs) in the management of clinical conditions. A systematic literature search of CINAHL; MEDLINE; OVID; AMED; SCIENCE DIRECT; PEDRO; www.internurse.com; SPORT DISCUS; BRITISH NURSING INDEX; www.kinesiotaping.co.uk; www.kinesiotaping.com; COCHRANE CENTRAL REGISTER OF CLINICAL TRIALS; and PROQUEST was performed up to April 2012. The risk of bias and quality of evidence grading was performed using the Cochrane collaboration methodology. Eight RCTs met the full inclusion/exclusion criteria. Six of these included patients with musculoskeletal conditions; one included patients with breast-cancer-related lymphedema; and one included stroke patients with muscle spasticity. Six studies included a sham or usual care tape/bandage group. There was limited to moderate evidence that KTT is no more clinically effective than sham or usual care tape/bandage. There was limited evidence from one moderate quality RCT that KTT in conjunction with physiotherapy was clinically beneficial for plantar fasciitis related pain in the short term; however, there are serious questions around the internal validity of this RCT. There currently exists insufficient evidence to support the use of KTT over other modalities in clinical practice.

 2012 Feb 1;42(2):153-64.

Kinesio taping in treatment and prevention of sports injuries: a meta-analysis of the evidence for its effectiveness.

Source

Kinesio tape (KT) is an elastic therapeutic tape used for treating sports injuries and a variety of other disorders. Chiropractor, Dr Kenso Kase, developed KT taping techniques in the 1970s. It is claimed that KT supports injured muscles and joints and helps relieve pain by lifting the skin and allowing improved blood and lymph flow. From 97 articles, ten met the inclusion criteria (article reported data for effect of KT on a musculoskeletal outcome and had a control group) and were retained for meta-analyses. Magnitude-based inferences were used to assess clinical worth of positive outcomes reported in studies. Only two studies investigated sports-related injuries (shoulder impingement), and just one of these involved injured athletes. Studies attending to musculoskeletal outcomes in healthy participants were included on the basis that these outcomes may have implications for the prevention of sporting injuries. The efficacy of KT in pain relief was trivial given there were no clinically important results. There were inconsistent range-of-motion outcome results, with at least small beneficial results seen in two studies, but trivial results in two other studies across numerous joint measurements. There was a likely beneficial effect for proprioception regarding grip force sense error, but no positive outcome for ankle proprioception. Seven outcomes relating to strength were beneficial, although there were numerous trivial findings for quadriceps and hamstrings peak torque, and grip strength measures. KT had some substantial effects on muscle activity, but it was unclear whether these changes were beneficial or harmful. In conclusion, there was little quality evidence to support the use of KT over other types of elastic taping in the management or prevention of sports injuries. KT may have a small beneficial role in improving strength, range of motion in certain injured cohorts and force sense error compared with other tapes, but further studies are needed to confirm these findings. The amount of case study and anecdotal support for KT warrants well designed experimental research, particularly pertaining to sporting injuries, so that practitioners can be confident that KT is beneficial for their athletes.

 2012 Jul 13.

Kinesio Taping(®) does not alter neuromuscular performance of femoral quadriceps or lower limb function in healthy subjects: Randomized, blind, controlled, clinical trial.

Source

The aim of this study was to analyze the immediate effects of applying Kinesio Taping(®) (KT) on the neuromuscular performance of femoral quadriceps, postural balance and lower limb function in healthy subjects. This is a randomized, blind, controlled, clinical trial, where sixty female volunteers (age: 23.3 ± 2.5 years; BMI: 22.2 ± 2.1 kg/m(2)) were randomly assigned to three groups of 20 subjects each: control (10 min at rest); nonelastic adhesive tape (application over the rectus femoris, vastus lateralis and vastus medialis muscles); and KT (KT application over the same muscles). All individuals were assessed for single and triple hops, postural balance (by baropodometry), peak concentric and eccentric torque and electromyographic activity of vastus lateralis, before and after interventions. No significant differences in electromyographic activity of the VL or concentric and eccentric knee peak torque were recorded, between groups and initial and final assessment in any of the three groups. We also observed no significant alteration in single and triple-hop distance and one-footed static balance between the three groups. Application of KT to RF, VL and VM muscles did not significantly change lower limb function, postural balance, knee extensor peak torque or electromyographic activity of VL muscle in healthy women.

These are just some of the many research articles reporting on the effectiveness of kinesio taping. While it is important to ensure that our practice is as evidence based as possible, it should also be remembered that current lack of evidence of effect is not the same as evidence of lack of effect.
It may be that further well designed experimental research is warranted, particularly pertaining to sporting injuries, so that therapists can be confident that kinesio tape is as beneficial the anecdotal reports suggest.
However, it may also be that KT will soon be replaced by the next trendy and colourful fad?!